Climeworks - 3S Projetos

A empresa suíça Climeworks inaugurou a primeira usina comercial do mundo capaz de capturar o dióxido de carbono diretamente do ar e reutilizá-lo como adubo na produção de legumes e hortaliças de uma estufa vizinha. A fábrica, que fica localizada em Hinwil, fomentou o debate sobre o papel da tecnologia para amenizar o efeito estufa, removendo esses gases da atmosfera.

 

Usando uma tecnologia chamada captura direta de ar – que é a captura do tipo de carbono emitido por carros, aviões e trens – a empresa busca mostrar que a tecnologia não só funciona, mas que o carbono capturado também pode ser revendido para ser utilizado como fertilizante vegetal, combustível e até mesmo para o consumo humano, em bebidas gasosas, por ser um processo seguro para a saúde.

 

Os desenvolvedores afirmam que a usina está projetada para capturar 900 toneladas métricas do gás de efeito estufa, o equivalente às emissões de cerca de 200 carros por ano. Para capturar o dióxido de carbono do ambiente, a Climeworks usa filtros absorventes dentro do coletor de ar da planta. ´Para liberar o dióxido de carbono, os filtros são aquecidos a uma temperatura de 100 °C, com o calor residual de uma unidade de incinerador de resíduos de outra empresa vizinha. O dióxido de carbono libertado é bombeado para a estufa operada pela empresa de hortaliças, para assim “aumentar o crescimento de legumes e alface em até 20%”, segundo um comunicado oficial.

 

Climeworks - 3S ProjetosAlém de ser benéfico para o meio ambiente, esse processo ainda aumenta a cooperação entre empresas de diversos setores, que podem se beneficiar do projeto. A Climeworks tem o objetivo de capturar 1% das emissões globais de CO2 até 2025. Isso exige mais de 750 mil plantas modulares em operação, segundo Jan Wurzbacher, co-fundador da empresa. Para alcançar esse objetivo, a empresa precisa cortar os custos de fabricação e alcançar mais clientes.

 

Segundo a empresa, o CO2 captado está sendo vendido para a estufa pelo preço de mercado, o que não deve cobrir o preço da fábrica, graças aos custos de pesquisa e desenvolvimento. A estimativa é que o preço da próxima fábrica da empresa irá girar em torno de U$ 2 milhões. Apesar de ser um ótimo avanço na remoção do CO2 da atmosfera, especialistas garantem que ainda é muito cedo para saber se essa remoção estará efetiva a tempo de causar impacto nas mudanças climáticas.

Fonte: CicloVivo

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