Pesquisa CNI - 3S Projetos

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acabou de liberar o Índice de Satisfação com a Vida, que constatou que a população mais satisfeita e feliz reside nos municípios do interior do país. A escala da pesquisa, que vai de 0 a 100, mostrou que quem mora no interior atingiu 66,9 pontos, a maior pontuação. Os menos satisfeitos são a população das periferias, com 62 pontos, e os residentes nas capitais marcaram 64,7 pontos.

O levantamento da CNI, realizado a cada três meses, foi feito entre 7 e 10 de dezembro em 127 municípios brasileiros, e também indicou que no interior é onde o brasileiro tem menos medo de perder o emprego. O índice registrado ficou em 64,5 pontos, enquanto nas capitais e periferias esse índice ficou em 67,5 pontos.

 

Esse valor representa uma queda de 2 pontos em relação a setembro do mesmo ano. Na comparação com dezembro de 2016, no entanto, o índice representa uma alta de 0,9 ponto – o que significa que o medo do desemprego aumentou.

 

De acordo com a CNI, o valor está muito acima da média histórica, que é de 48,8 pontos, e que a alta de 0,9 ponto indica a “persistência da insegurança em relação à recuperação do mercado de trabalho”. Segundo Maria Carolina Marques, economista de CNI, essa alta se dá porque o emprego reage de forma defasada à recuperação da economia, e que as empresas contratam somente quando têm segurança de que o crescimento será sustentado.

 

“A população percebe essa demora na reação do mercado de trabalho e o medo do desemprego continua elevado. À medida que o crescimento econômico se mostrar sustentado, o resultado no emprego deve aparecer com maior intensidade e o medo do desemprego deve ceder”, concluiu a economista.

 

A pesquisa apontou também que a satisfação do brasileiro com a vida diminuiu entre setembro e dezembro do ano passado, atingindo 65,6 pontos no último mês do ano. O valor é 0,4 ponto menor do que o registrado em setembro e 1,2 ponto abaixo do registrado em dezembro de 2016. O Índice de Satisfação com a Vida é também inferior à média histórica, de 69,9 pontos.

 

Fonte: Agência Brasil/Pedro Peduzzi

 

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