Segundo dados recentes divulgados pela IDF (Federação Internacional de Diabetes), a diabetes afeta cerca de 400 milhões de pessoas ao redor do mundo. Só no Brasil, são 13 milhões de pessoas, diagnosticadas com a falta de produção de insulina pelo pâncreas (tipo 1) ou pelo aproveitamento inadequado do hormônio (tipo 2).

 

Para o tratamento da doença – que pode afetar o funcionamento dos rins, olhos e sistema nervoso – é obrigatória a realização de atividades físicas regularmente aliadas a uma boa alimentação, sendo possível assim controlar os sintomas. A corrida é a grande aliada na busca de uma vida saudável.

 

O exercício melhora o aproveitamento da glicose pelos músculos, podendo até reduzir as doses dos medicamentos utilizados e ajudando a prevenir as alterações em órgãos e no sistema nervoso caudados pela doença. A longo prazo, ela tem efeito de incremento as funções cardiorrespiratórias, aumento do colesterol bom (HDL), redução do colesterol ruim (LDL), das triglicérides, da gordura corporal e melhor controle da pressão arterial.

 

O acompanhamento médico é indispensável

Antes de iniciar o programa de exercícios, é fundamental realizar as consultas com seu médico e realizar exames como eletrocardiograma, composição corporal, teste ergométrico, exames de sangue e fundo de olho. O médico deve adaptar a medicação a dieta e exercícios do paciente e definir a intensidade e duração do treino. O acompanhamento nutricional também irá definir a alimentação mais adequada, que inclua carboidratos de baixo e médio índice glicêmico (IG): pães e grãos integrais, batata-doce, mandioquinha e algumas frutas (maçã, pera, melão, morango).

 

Diabetes necessita da supervisão de um profissional de Educação Física

De maneira geral, os exercícios devem se adequar as condições do paciente, para evitar a hipo ou a hiperglicemia (alto índice de açúcar no sangue) em treinos e provas.

  1. Em treinos e provas longas, o ideal é monitorar a glicose a cada 30 minutos. A atividade física prolongada pode levar à hipoglicemia tardia. Então, alimentar-se depois da corrida é muito importante.
  2. Segundo a Associação Americana de Diabetes, é recomendada a ingestão de carboidratos de 2 mg a 3 mg/kg/min durante treinamentos leves e de 5 mg a 6 mg/kg/min em atividades extenuantes. Alguns estudos propõem que o consumo de carboidratos para pacientes com diabetes seja de 15 g a 30 g a cada 30 minutos em exercícios prolongados (com mais de uma hora).
  3. Durante a corrida, a meta é manter a glicemia maior que 110 mg/dL. Se estiver menor, aposte nos carboidratos de baixo, médio ou até alto índice glicêmico (conforme indicado por seu médico e nutricionista) para elevar o açúcar no sangue. Caso esteja maior que 250 mg/dL, é recomendado suspender a atividade física.

 

A corrida, de modo geral, é um santo remédio para problemas de saúde. Com a diabetes não é diferente, e a prática garante resultados para todas as idades e condicionamentos. Que tal aproveitar e começar a se preparar para uma corrida de rua? Conheça a Corrida Inclusão, que acontece nesse domingo (9) em Caçapava!

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