Conscientizar os paulistanos a separarem o lixo domiciliar em dois: comum e reciclável. Esse é o objetivo do Movimento Recicla Sampa, baseado em uma plataforma online de amplo conteúdo com vídeos, webdocs, tutoriais, jogos, materiais para impressão, reportagens e entrevistas para orientar e informar os cidadãos que é preciso aumentar a quantidade de materiais reaproveitáveis e, consequentemente, diminuir o volume dos resíduos enviados aos aterros sanitários da capital paulista.

 

A ação é resultado da parceria entre a Loga e a EcoUrbis, concessionárias de limpeza urbana de São Paulo, e conta com o apoio institucional da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), responsável pela regulação dos contratos de limpeza. O Movimento atende a meta 24, do Plano de Metas da Prefeitura de São Paulo para 2020, que determina a redução, em quatro anos, de 500 mil toneladas de resíduos enviados aos aterros municipais.

 

Produção de lixo na cidade

São Paulo produz diariamente 12 mil toneladas de lixo domiciliar, o que significa dizer que, anualmente, a capital é responsável pela geração em média 3,6 milhões de toneladas de resíduos. Os números colocam a cidade no topo do ranking das que mais geram lixo do país. Para se ter uma ideia, a quantidade de lixo produzida poderia cobrir até 53 metros de altura de toda a avenida Paulista, principal via da cidade.

 

Segundo a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana, por meio de dados colhidos pela gravimetria que analisa a composição do lixo domiciliar da cidade, cerca de 40% dos resíduos coletados poderiam ser reciclados e não o são. Somente algo como 7% do potencial de reciclagem presente nos resíduos domiciliares na cidade são reciclados.

 

No ano de 2018, a coleta seletiva (diferenciada) porta a porta coletou 76,9 mil toneladas na cidade. Em razão disso, a cidade envia diariamente milhares de toneladas de materiais para os aterros sanitários que poderiam ser reciclados. Além das consequências ambientais e do custo elevado de transporte e descarte de todo esse material, a baixa adesão ao serviço prejudica a geração de emprego e renda para famílias dos trabalhadores de reciclagem da cidade, já que toda a renda obtida com a venda dos materiais reciclados coletados vai diretamente para as cooperativas habilitadas.

 

Por meio da conscientização e disponibilização de informações e serviços aos paulistanos, o Recicla Sampa pretende colaborar com a mudança de hábito das pessoas, especialmente na separação do lixo dentro das residências.

 

Plataforma colaborativa

No site Recicla Sampa será possível acessar os horários em que ocorrem as coletas por bairros e regiões da cidade, baixar materiais gráficos e tutoriais de como separar corretamente os resíduos. A população poderá utilizar os conteúdos em casa, em seus locais de trabalho, nos condomínios e em locais públicos. É uma ferramenta colaborativa.

 

“Enfrentamos o desafio de mobilizar os cidadãos a partir de um senso de urgência já colocado. A megaoperação que envolve o gerenciamento do lixo na capital depende fundamentalmente de um novo comportamento, que começa dentro da casa  de cada paulistano”, ressalta Edson Tomaz Filho, presidente da Amlurb.

 

Os usuários  do Recicla Sampa ainda terão acesso a informações sobre o processo de reciclagem, entrevistas com especialistas renomados da área de sustentabilidade e dicas de como reaproveitar materiais. Além disso, os paulistanos poderão localizar os endereços dos pontos de coleta para descarte de itens como: óleo de cozinha, eletrônicos, eletrodomésticos, remédios, entre outros, a localização dos Pontos de Entrega Voluntária de Recicláveis, os Ecopontos espalhados pela cidade e muito mais.

 

Na página, o usuário encontrará ainda vídeos tutoriais de boas práticas e dicas de reciclagem, além de mini documentários sobre diferentes assuntos que permeiam o universo da reciclagem, como o funcionamento das centrais mecanizadas de triagem e das cooperativas de catadores, os pátios de compostagem e o impacto do lixo na cidade. A plataforma, que tem como pilar os 5Rs da sustentabilidade – Repensar, Reduzir, Reutilizar, Recusar e Reciclar, será colaborativa e aberta a todos os cidadãos.

 

Fonte: Redação CicloVivo / Fotos: Divulgação

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